Criado em 1999, o fator previdenciário - que reduz o valor pago por benefício - foi responsável por uma economia de R$ 62 bilhões, segundo cálculos da Fundação Getulio Vargas.
A extinção do fator previdenciário - instrumento usado no cálculo das aposentadorias - pode elevar o gasto anual com benefícios em pelo menos R$ 38,4 bilhões.
O cálculo foi elaborado a partir de estimativa da Fundação Getulio Vargas (FGV), que prevê reajuste de 30% sobre o valor médio das aposentadorias concedidas nos últimos dez anos, desde que o modelo entrou em vigor.
O impacto se daria no valor das novas aposentadorias, caso a regra atual caia sem contar com um modelo que a substitua - alvo de novo projeto de lei que está sendo elaborado pelo governo.
Segundo os dados do Ministério da Previdência Social, 2,9 milhões de pessoas tiveram benefícios concedidos por contribuição por tempo de serviço desde 2000 até o ano passado no valor médio mensal de R$ 1.180.
Segundo os cálculos do economista Kaizô Beltrão, especialista da FGV, ao considerar o montante dos benefícios concedidos de 1999 até 2009, o governo chegou a economizar R$ 62 bilhões, em valores corrigidos, ao aplicar o fator previdenciário, que reduz o valor da aposentadoria em função da perspectiva de vida do beneficiário.
Os cálculos oficiais do Ministério da Previdência são mais conservadores, da ordem de R$ 45 bilhões. De qualquer forma, o fato é que a economia também foi insuficiente para evitar a evolução déficit previdenciário, que no ano passado foi de R$ 44,3 bilhões.
Mesmo gastando menos globalmente, o aumento do número de novos aposentados cresce mais do que evolui a contribuição, o que transforma o sistema em uma verdadeira bomba relógio. Por conta da regra de aposentadoria, baseada no tempo de contribuição limite de 30 anos, é hábito do brasileiro buscar a aposentadoria ainda gozando de uma idade apta para continuar trabalhando.
Fonte Brasil Econômico
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