Por Gonzaga Patriota
A política é a arte de governar a
humanidade. Nela é necessário separar a conduta das pessoas em sua condição
individual. Há os que vivem da política e os que vivem para a política, como
ensinava o grande filósofo alemão, Webster.
A redemocratização brasileira
reconquistada depois de muito sangue derramado dos patriotas que a defenderam,
abriu os meios de comunicação e os institutos de pesquisas para divulgarem
todos os acontecimentos ocorridos no país, fatos que vêm equilibrando as grandes
diferenças, até então existentes, entre a nossa população.
Em pouco mais de vinte anos de
apagada a ditadura que infernizou a soberania do povo brasileiro, um terço da
população que vivia na extrema miséria passou às classes B e C; o salário
mínimo saltou de 40 para 300 dólares; os programas sociais retiraram de baixo
da linha de pobreza, 40 milhões de brasileiros; a oferta de emprego alcançou
limites jamais vistos; e, pela primeira vez desde o descobrimento do Brasil, se
viu mesas fartas à população, como um todo.
A quem se deve creditar essas e
outras conquistas? Ao povo corajoso e organizado que expurgou os tiranos da
negra ditadura que infernizou o país, e elegeu políticos que se enquadram na
“Ação de Estado” como seus legítimos representantes, para elaborarem a
Constituição Cidadã que vivenciamos desde 1988.
Fiz essas referências à melhoria
de qualidade da vida dos brasileiros nas duas últimas décadas, para me referir
ao julgamento que é feito do político, às vezes, sem exceção, como deplorável.
Há profissões nas quais essa
generalização é clamorosa. Se um padre se desvia da sua religiosidade, de
imediato se estende a crítica à sua confissão religiosa. Se o desvio é de um juiz, a culpa passa a
todos os magistrados. Se é um soldado ou um oficial da polícia militar que
prevarica, culpam-se os militares. Se for um vereador ou um deputado que
transgride a ética, logo se culpam todos os políticos.
Muitos veículos de comunicação e
institutos de pesquisas adoram a generalização. Neles, todos os políticos são
venais. Logo o povo lhes dá razão, esquecendo de que a política é a arte de
governar a humanidade e sem ela o Brasil poderia ser uma Etiópia.
Gonzaga Patriota
é Contador, Advogado,
Administrador de Empresas e Jornalista. Pós-Graduado em Ciência Política,
Mestre em Ciência Política e Políticas Públicas e Governo e Doutorando em
Direito Civil pela Universidade Federal de Buenos Aires, na Argentina.
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